terça-feira, 18 de novembro de 2014

Conhecendo o Autor | John Donne

Olá pessoal! Nesse post, mais uma vez, eu trago um pouco sobre algum autor que, eu goste bastante e que, muitas vezes é pouco conhecido. No primeiro post, eu falei sobre a sueca Selma Lagerlöf. Eu já me perguntei o que seria da nossa literatura hoje, seja ela de qualquer gênero, sem que tenham existido autores clássicos. Bem, podemos saber que J.K. Rowling, por exemplo, afirma que muito de Harry Potter surgiu com T.H. White.

Abaixo vocês podem conhecer um pouco mais sobre John Donne, um escritor inglês renascentista que, viveu entre 1572 e 1631.


Poeta e orador sacro inglês que ficou conhecido pela excelência de sua poesia metafísica, seus poemas de amor e seus sermões. Sua obra poética foi considerada inovadora por afastar-se radicalmente das convenções do verso inglês quinhentista, baseadas em Petrarca, a experimentar novas formas e imagens. Donne trocou as alusões mitológicas, o amor sentimental e o estilo melodioso por metáforas audaciosas, ritmos ásperos e uma visão bastante natural e franca do amor. A poesia de John Donne representou uma mudança das formas clássicas para uma poesia mais pessoal. Donne é célebre por sua métrica, a qual foi estruturada com ritmos alternantes e recortados e que se parece bastante com a linguagem coloquial (foi por isso que Ben Jonson, de uma escola mais clássica, disse que Donne deveria ser enforcado por não manter o ritmo)

“Come, Madam, come, all rest my powers defy,
Until I labour, I in labour lie.”

Em uma viagem a Cádiz, na Espanha, ele assumiu a função de secretário particular de Anne More, sobrinha de Sir Thomas Egerton. Ele se aproximou tanto da jovem que os dois acabaram contraindo matrimônio em segredo, o que lhe deixou desempregado e acarretou sua prisão, decretada pelo tio de sua esposa.

Ausência
“(...) Ausência, escuta o meu protesto 
Contra a tua força, Distância e duração; 
Para os corações constantes 
Ausência é presença; 
O tempo espera. 
Meus sentidos querem seu movimento para fora, 
Os quais, agora dentro, 
A razão vence, 
Redobrada pela secreta imagem dela; 
Tal como os ricos que sentem prazer 
Mais em esconder que em manipular tesouros. 
Pela ausência este bom recurso ganhei: 
Que posso alcançá-la 
Onde ninguém a pode ver, 
Nalgum recanto fechado do meu cérebro: 
Aí a abraço e a beijo, 
E assim a desfruto 
Sem que deem por sua falta

Depois de sua libertação ele iniciou sua criação poética com a obra Poemas Divinos, de 1607, seguida por Biathanatos, gerada em 1608, ambas lançadas em 1644. Sua poesia revelava uma incrível percepção da vida social inglesa, e também apresentava uma análise discreta de suas inquietações.

“Costumamos dizer que as bases elementares do homem são o sofrimento e a felicidade, como se nele houvesse ambos em igual proporção, e os dias do homem, cheio de vicissitudes, embora ele tenha tantos dias bons quanto ruins, e que se vivia sob um equinócio perpétuo, noite e dia igualmente...”

As linhas ardentes dos sermões de Donne influenciaria trabalhos futuros da literatura inglesa, tais como Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, que recebeu esse título a partir da passagem na Meditation XVII, e Homem Algum é Uma Ilha, de Thomas Merton, que recebeu esse título a partir da mesma fonte.



Suas censuras jocosas ou sátiras partiam de questões inerentes ao reinado da Rainha Elizabeth, como, por exemplo, a depravação do sistema de leis, os escritores medianos, os cortesões empolados, entre outras. As demais abordam temáticas religiosas, as quais têm para o poeta um alto valor.

Fontes:


Um comentário:

  1. Nunca li nada do autor =/
    Mas após ler sua postagem em interessei bastante. Acho alguns clássicos bem massantes, mas quando damos uma chance acabamos por ver o quanto são importantes e como foram precursores da literatura atual, e inspiradores.
    Ótimo post.
    Beijos
    Viviane
    Razão e Resenhas

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